domingo, 7 de junho de 2009

A LUZ INACESSÍVEL

“Paulo, apóstolo (não da parte dos homens, nem por homem algum, mas por Jesus Cristo e por Deus Pai, que o ressuscitou dos mortos),...”


Paulo inicia sua carta aos Gálatas declarando sua autoridade divina. Usa o recurso do parênteses para reafirmar sua independência espiritual. Declara-se Apóstolo (Gr. Apóstolos: enviado, aquele que se dedica, que se consagra – se sacrifica por alguém ou alguma coisa, oferece com afeição, que não deve ser violado ou infligido, que se destina exclusivamente a...).
Longe de mostrar-se presunçoso (que tem opinião muito elevada de si mesmo), Paulo legítima sua íntima relação com seu Mestre; através das experiências vividas quando de sua conversão.
No capítulo 9 de Atos aprendemos porque Paulo se declara Apóstolo por Jesus Cristo e Deus Pai:
”E indo no caminho, aconteceu que, chegando perto de Damasco, subitamente o cercou um resplendor de luz do céu”
1- SUBITAMENTE: (inesperadamente). Paulo não fora previamente preparado ou avisado pelo Espírito Santo ou por algum outro mensageiro do céu que teria algum tipo de experiência sobrenatural enquanto estivesse a caminho de Damasco. Muito pelo contrario, nos versículos 1 e 2 de Atos 9, vemos um dedicado doutor em leis, Judeu praticante, fanático, fiel defensor e seguidor das leis Mosaicas e ritos religiosos de seu povo:
“E Saulo, respirando ainda ameaças e mortes contra os discípulos do Senhor, dirigiu-se ao sumo sacerdote e pediu-lhe cartas para Damasco, para as sinagogas, a fim de que, se encontrasse alguns daquela seita, quer homens, quer mulheres, os conduzisse presos a Jerusalém.”
Esse Saulo, que tem repentinamente sua caminhada interrompida, caminhava para Damasco certo de que prestava um grande serviço a Deus e a seu povo. Certamente lhe ardia o coração – inflamado por seu sentido de devoção extrema – enquanto pelo caminho, pensava quão grande era sua missão, e o quanto dependia de sua força, firmeza e autoridade espiritual paralisar o crescimento de tal seita; formada por um número cada vez crescente de fanáticos seguidores de um certo Jesus de Nazaré.
Paulo achava-se motivado ao empreender tal cruzada em favor e defesa de suas convicções religiosas. Há pouco tempo interrogara um certo fanático chamado Estevão, e colaborara firmemente para que este recebesse o merecido castigo por tamanha blasfêmia: pregar um messias chamado Jesus como verdadeiro filho de Deus.(Atos 6:8 a 15)
2- ... O CERCOU: (rodear, circundar, encerrar). Paulo foi literalmente interrompido (fazer cessar, extinguir, cortar a continuidade, parar no decurso de uma ação). Independentemente de estar agindo sob a vontade soberana ou permissiva de Deus, no seu caso, Paulo não teve escolha; tamanha foi a impressão causada por tal experiência.
No diálogo que se segue, visto nos versículos 4,5 e 6 de Atos 9 entendemos a força e o impacto causados por esse encontro sobrenatural (que ultrapassa as leis e as forças da natureza, que pertence ao domínio da fé):
“E, caindo em terra, ouviu uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues? E ele disse: Quem és, Senhor? E disse o Senhor: Eu sou Jesus, a quem tu persegues. Duro é para ti recalcitrar contra os aguilhoes. E ele, tremendo e atônito, disse: Senhor, o que queres que faça? E disse-lhe o Senhor: Levanta-te e entra na cidade, e lá te será dito o que te convém fazer.”
Aquele Paulo culto, doutor da lei, impetuoso e convicto de suas razões, severo e vigilante mantenedor da lei e dos costumes Judaicos, agora, é só ouvidos.Ouve a voz do Senhor, que vem do céu. Dialoga com essa voz porque sabe que não está delirando. Os varões que o acompanham na jornada, também a ouvem. Paulo está totalmente envolvido por uma presença maravilhosissíma . Talvez, muito rapidamente – numa dessas brevidades de tempo que mais parecem uma eternidade – tenha-lhe vindo à mente as experiências vividas também por Abraão, por Jacó, Moisés, Elias, Jeremias, Jonas, e tantos outros, que ele bem conhecia . No entanto, talvez pelo imprevisível do que estava acontecendo, ele indaga: “Quem és Senhor?”
3- ... UM RESPLENDOR DE LUZ DO CÉU: (brilho intenso, que traz felicidade serena, sem inquietação).
“...Aquele que tem, ele só, a imortalidade e habita na luz inacessível: a quem nenhum dos homens viu nem pode ver: ao qual seja honra e poder sempiterno, Amém.” (1 Timóteo 6:16)
Paulo e “um resplendor do céu.” Paulo e “a luz inacessível.” Um encontro excepcional com “a luz do mundo.” Podemos imaginar Paulo ouvindo muito claramente em seu coração: “Filho meu, atenta para as minhas palavras: às minhas razões inclina o teu ouvido.” (Provérbios 4:20), “... que tens tu que recitar os meus estatutos e que tomar o meu concerto na tua boca, pois aborreces a correção e lanças as minhas palavras para detrás de ti?’ (Salmos 50:16,17), “... àquele a quem o Pai santificou e enviou ao mundo, vós dizeis: blasfemas, porque disse: Sou filho de Deus?”(João 10:36)
O poder pelo qual é envolvido leva Paulo ao chão. O homem carne é matéria atraída para o centro da terra. “... porquanto és pó e em pó te tornarás.” (Gênesis 3:19b) Paulo é levantado pelo Espírito Santo quando se rende ao chamado de Cristo. Os olhos carnais se lhe escurecem para que possa enxergar mais daquela luz – a Palavra de Deus – que agora se torna acessível.
Então, chegamos ao ápice do poder divino: ‘... Senhor, que queres que te faça?”(Atos 9:6a) O homem é o que Deus quer que ele seja.
“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus” (Efésios 2:8)


Deus abençoe.

sábado, 9 de maio de 2009

A presciência de Deus

“Eleitos segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo: graça e paz vos seja multiplicada.”

1Ped. 1:2

O Apóstolo Pedro escreveu que somos eleitos segundo a presciência de Deus Pai. Não O Filho, não O Espírito Santo; mas o próprio Pai e criador de todas as coisas. Foi Ele; o sumo arquiteto do universo, que em sua excelência única de Senhor de tudo que foi, é e será criado, quem olhou para nós, nos amou primeiro e depositou em nós sua confiança; por isso nos elegeu.

Por sua presciência, ou seja: por ser conhecedor – único – do que está por vir, Ele nos separou.

Muitas vezes nos perguntamos: porque todo aquele sofrimento na vida de Jó? A resposta é: pela presciência de Deus. Ele sabia – quando permitiu que o diabo tocasse em Jó – que seu eleito não blasfemaria.

O Senhor Jesus mesmo declarou aos seus discípulos: “Mas, daquele Dia e hora ninguém sabe, nem os anjos que estão no céu, nem O Filho, senão O Pai” (Mc. 13:32). Logo, a presciência é atributo de Deus. É singular.

Deus nos coloca na mesma estatura e condição de seu próprio filho; quando nos elege (chama) para servi-lo. Faltam palavras em nosso vocabulário com que possamos expressar a magnitude de tal maravilha. Talvez consigamos esboçar algo como: ”obrigado Senhor”, acreditando que Ele por sua infinita bondade e misericórdia possa receber nosso balbuciar de agradecimento.

O Deus uno e trino não pode negar-se a si mesmo. Por isso completa sua vontade com as pessoas do Espírito Santo e do Filho.

Pedro escreve ainda: “... em santificação do Espírito...”. O Apóstolo Paulo escreveu: “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá O Senhor” (Heb.12:14).

A santidade testifica o eleito de Deus. É exigência para se ter intimidade com O Filho. Santidade é a Glória de Deus (Ex.15:11). Santidade é dar-se a Deus (Ex.39:31). Santidade é fazer a vontade de Deus (1 Tes.4:3). Se formos santificados pelo Espírito Santo, então, aí sim estamos legitimados na escolha do Criador.

Finalizando a revelação que lhe foi dada Pedro escreveu: “... para a obediência e a aspersão do sangue de Jesus Cristo: ...”

Jesus é nosso grande exemplo de obediência: “Ainda que era Filho, aprendeu a obediência, por aquilo que padeceu” (Heb. 5:8). Pedro testifica: “... Mais importa obedecer a Deus do que aos homens” (At.5.29b). A obediência faz-nos vencer a luta do espírito contra a carne. A obediência é uma poderosa e eficaz arma da nossa milícia, capaz de aprisionar os demônios e conselhos. (2Cor. 10:45).

Levar-nos a proclamar a libertação, a cura e a salvação pela lembrança do sangue do Cordeiro derramado na cruz do calvário, é o propósito do coração de Deus ao nos eleger.

Através do simbolismo do sangue do cordeiro aspergido sobre a verga e as ombreiras das casas do povo escolhido – antecedendo a fuga do cativeiro Egípcio -, Deus nos trás a figura do Seu Filho: O Cristo; fazendo-se trino e uno.

Por ser conhecedor do amanhã, nosso Deus, poderoso e criador de todas as coisas, falando-nos pelo seu Santo Espírito e revelando-nos seu filho; elegeu-nos para: multiplicando sua graça e paz, fazermos a diferença entre os que servem e os que não servem a Deus.

Deus abençoe.

domingo, 5 de abril de 2009

Jesus sempre presente

"E logo ordenou Jesus que os seu discípulos entrassem no barco e fossem adiante, para a outra banda, enquanto despedia a multidão" Mat.14:22

"Vigiai, pois, em todo o tempo, orando, para que sejais havido por dignos de evitar todas essas coisas que hão de acontecer e de estar em pé diante do filho do homem" Luc.21:36

"... ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém!" Mat.28:20



Quando damos ouvidos a Palavra de Deus (Iz.53:1) experimentamos continuamente o milagre da presença viva e real do Senhor Jesus em nossas vidas.
Os discípulos passaram pelas veredas do mêdo e do desespero, tornando-se momentãneamente incapazes de reconhecer a presença do Mestre - através da palavra -; tamanho o pavor do qual foram acometidos quando sentiram que suas vidas estavam em perigo de morte. Segundo o registrado por Lucas e Mateus, o apego à vida terrena os impediu de experimentar a presença do Mestre; quando passavam por um momento de real perigo.
A ordem do Senhor Jesus para nós é vigiarmos,para que sejamos achados dignos de te-lo diante de nós. Dignos de não sermos acometidos pelos males desse mundo; enquanto Sua presença for constante e initerrupita em nossas vidas.
Diante do vento forte e das ondas impiedosas, os discípulos se deixaram interromper em sua ligação íntima com Jesus. O laço de proteção que os unia foi rompido pela manifestação terrena do príncipe desse século. Vento e àgua se sobrelevaram sobre tudo o que haviam ouvido e visto até aquele momento.
O Apóstolo Paulo escreveu aos Corintios: "... perseguidos, mas não desamparados; ..." (2Cor.4:9a). Paulo entendia de perseguição, e tribulação, mas sabia - e vivia esse saber - que nunca estava só; nos momentos de fraqueza, era um forte. (2Cor.12:10b)
Como foi dado aos discípulos, a nós também cabe o mesmo mandado: IR. Se guardamos a certeza de que Ele está conosco, e de que estará quando chegarmos (não importa o tempo; com seus impedimentos), certamente O glorificaremos.
Os anos de nossa vida passarão, os tempos determinados serão cumpridos, e o que tiver que ser será. Se aprendemos com Ele, se guardamos o que nos é revelado pelo Espírito Santo através da Sua palavra, confiemos então que estamos acompanhados e amparados, não só nesse nosso limitado tempo terreno, mas, até a consumação dos séculos.


Deus abençoe.
Diácono Jamilson.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Ser racional

CENA 1

Caminhando pelas ruas da cidade, vejo a ação de um cão (desses que vagam pelas ruas). Ele está entre montes de lixo acumulado a espera do caminhão de coleta. O esperto (e faminto) cão pega uma das bolsas de lixo e a leva mais ou menos por uns cincoenta metros, parando em um local que para ele é o ideal para fazer sossegado sua refeição (está claro que o único interesse do cão por aquele saco de lixo é encontrar ali algo que comer). O cão rasga a bolsa de lixo, retira o que lhe interessa, faz sua refeição, e vai embora (talvez a procura de outra bolsa de lixo). O que restou da bolsa e do lixo que estava dentro dela; ficam por ali espalhados.

CENA 2

Caminhando pelas ruas da cidade, vejo a ação de dois garotos (desses que não são “de rua”, mas que por falta do que fazer ou por necessidade vagam pelas ruas). Suas idades variam entre 10 ou 12 anos; não mais que isso. Me chama a atenção vê-los revirando bolsas de lixo penduradas (à espera do caminhão de coleta) no muro de alguém. Retiram duas bolsas de lixo (depois de apalpalas) e afastando-se alguns metros para debaixo da cobertura de varanda de uma birosca (dessas que só funcionam nos horarios de maior movimento)freneticamente rasgam as bolsas, derramam na calçada todo o lixo, e triunfantemente separam e recolhem latas (latas?) de cerveja e refrigerantes. Tudo o que lhes interessa são esses vasilhames (ahh!!), os quais amassam com os pés, colocam em uma outra bolsa que trazem consigo e vão-se embora tranquilamente (talvez a procura de outras bolsas com lixo). O que restou da bolsa e do lixo que estava dentro dela ficam por ali espalhados.

TÓPICOS

1- CÃO: Mamífero carnívoro, domesticado, cuja fêmea apresenta dez mamas, gestação de nove semanas e geralmente dá à luz entre seis e dez filhotes, que atingem a maturidade sexual com um ano. Animal irracional (que é desprovido de razão, de racíocinio).

2- GAROTO: Menino, criança, gaiato (travesso e vadio). Animal racional (que é dotado de razão, faculdade de compreender, conhecer, julgar e discernimento).

CONSIDERAÇÕES I

“E disse Deus: Produza a terra alma vivente conforme a sua espécie; …”

Gen.1.24a

“E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança, …”

Gen.1.26ª

O que diferencia o racional do irracional é o D.N.A de Deus. Ambos fazem parte do projeto divino da criação. Porém, o ser racional determina o desejo do Criador de tornar-se parte integrante e ativa desse seu projeto terreno.

Pelo poder da sua palavra o Senhor Deus determinou que a própria terra; (por si mesma) produzisse alma vivente. A terra; matéria irracional, produziu espécies de seres irracionais (Gen.1.24).

Pelas próprias mãos do Senhor o homem foi feito e entretecido (Jó 10.8-12). Pelo sopro do fôlego de vida a porção racional foi injetada na alma do homem.

CONSIDERAÇÕES II

“Então, aqueles que temem ao Senhor falam cada um com o seu companheiro: e o Senhor atenta e ouve; e há um memorial escrito diante dele, para os que temem ao Senhor e para os que se lembram do seu nome. E eles serão meus, diz o Senhor dos Exércitos, naquele dia que farei, serão para mim particular tesouro; poupá-los-ei como um homem poupa a seu filho que o serve. Então, vereis outra vez a diferença entre o justo e o ímpio; entre o que serve a Deus e o que não serve.” (Mal.3.16-18)

Aflige-me o espírito; o ter sido testemunha do quão tem se antecipado o diabo a levar o homem tão precocemente à condição de miséria humana e espíritual. Porque age o ser humano de forma tão semelhante ao animais?

As mãos que afagam são as mesmas que roubam. Os olhos que muitas vezes falam por nós expressando amor, piedade e ternura, são os mesmos que cobiçam. O gozo da alma , – expressado na carne – sendo dom de Deus (Ecl.2.24) explode descontroladamente em forma de concupiscência.

CONSIDERAÇÕES III

“O temor do Senhor encaminha para a vida; aquele que o tem ficará satisfeito, e não o visitará mal nenhum.” (Prov.19.23)

O homem foi visitado pelo mal (a visita pode ser rejeitada e até mandada embora) porque foi achado sem temor para com o Senhor. Faltando-lhe o príncipio do conhecimento (Prov.1.7), não sabe de onde veio, porque está aqui e nem para onde vai. Sendo assim, abre-se-lhe o coração para o semeador do mal.

CONSIDERAÇÕES IV

“… José, filho de Davi, não temas receber a Maria, tua mulher, porque o que nela está gerado é do Espírito Santo.” (Mat.1.20b)

Há (porque está vivo) um que foi gerado sem pecado: o Filho. Uma parte da Trindade foi trazida ao mundo. Sendo formado em carne incorrupítivel, o Filho traz a mensagem de Boas Novas: é possível um novo nascimento (Jo.3.3-7).

Nascer do Espírito é morrer para a carne. Nascer do Espírito é diminuir para que Ele cresça. Nascer do Espírito é edificar-se e viver da fé; para agradá-Lo.

CONSIDERAÇÕES V

O que diferencia aqueles dois garotos daquele cão é o D.N.A racional do Criador. A capacidade de ouvir e entender. A condição de filhos legítimos; outorgada na cruz do calvário.

Quando o Verbo se fez carne (Jo.1.14), trouxe vida a carne. Ao recebermos o Espírito Santo , já não somos obrigados a inclinação à carne (Rom.8.6).

Há uma decisão a ser tomada, uma escolha a ser feita (Josué 24.25).

O filho do homem mostrou-nos que é possível sim, vencer a carne(Jo.13.15). Suportando dores e escárnios, padecendo (Luc.17.25 – 24.26 – Atos 3.18 – 26.23), nos ensinou a resistir e vencer (Fil.1.29).

CONSIDERAÇÕES VI

“Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem não ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue?” (Rom.10.14)

È necessário que aqueles garotos ouçam as Boas Novas. O Evangelho da salvação precisa chegar até eles (Rom.1.16).

O cão nasce irracional e morrerá irracional. Seguirá revirando sacolas de lixo; obedecendo seu instinto de sobrevivência.

Ao homem está reservado a transformação completa através do novo nascimento (2Cor.5.17).

Deus abençoe. Diácono Jamilson

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Lançando fora toda corrupição

Eu creio piamente no Cristo Santo e Puro. Em todos os sentidos Ele me é revelado - pelo Espírito Santo - em seu mais alto grau de Santidade.
Seria um misto de ignorãncia, prepotência e até mesmo de blasfêmia de nossa parte acharmos que o Filho de Deus mesmo quando esteve no nosso meio ( encarnado) , teria tido a mesma constituição carnal que nós temos.
Acredito que mesmo num corpo físico como o nosso, e por isso mesmo sujeito as mesmas sensações e manifestações provenientes da natureza humana, havia com toda certeza um diferencial no corpo físico do Senhor Jesus.
Sendo Ele gerado da semente incorrupitivel, ou seja, pela própria Palavra de Deus; o corpo de Jesus pela sua natureza Divina jamais poderia gerar algo corrupitivel. Por exemplo: tudo que é expelido pelo nosso corpo é o resultado - como sobra - daquilo que não foi aproveitado pelo organismo. Esta é uma forma de defesa encontrada pela natureza para que as demais partes do corpo não sejam contaminadas (por isso as vezes a parte granguenada de um membro do corpo é extirpada; para que não se perca todo o membro).
A carne ferida significa células mortas, ou seja: tecidos internos ou externos que não se regeneram. A parte boa do corpo reage para não ser também contaminada; gerando assim um campo de resistência e defesa; passando a espelir as células mortas através de secreções ou excrementos (purgamentos, corrimentos, sangramentos, escórias e etc.).
Donde concluimos que tudo que é lançado para fora pelo nosso organismo é corrupição. Ou seja: elemento morto.
Jesus é a exeção (da sua saliva foi feito o lôdo que curou um cego). Ele nunca manifestou ou permitiu que saisse d'Ele algo que não fosse vida. Em todos os sentidos Jesus sempre anunciou vida; "e vida com abundãncia".
Ele mesmo declarou: " As palavras que eu vos digo são verdade e vida". Declarou ainda que: " Eis que vos dou o exemplo, para que como eu fiz, façais vós também". Por fim nos lembramos da comissão que d'Ele recebemos: " Aquele que crer em mim também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas".
Portanto, não é o parente mais próximo ou o líder religioso (por mais bem intensionados que possam estar) os responsáveis pelo milagre da cura. A própria pessoa (nós mesmos) pode e deve abrir sua boca expelindo de si o que está corrompido; declarando a vida sobre a morte.
Não podemos pedir que alguém se alimente, tome banho, chore, sorria ou faça as necessidades naturais do corpo por nós.
Da mesma maneira, tudo o que está se corrompendo dentro de nós deve ser colocado p'ra fora por nós mesmos.
Como o Espírito Santo nos revelou no início: em Cristo não havia corrupição nem morte. Precisamos pela fé ter olhos de ver o sentido real do plano da criação: "O homem à imagem, conforme a semelhança de Deus".
Nosso Cristo tem ainda hoje (através de nós) todo poder de transformar morte em vida. Basta tomar sobre nós a autoridade da Palavra da vida sobre a morte (física ou espíritual).
Nosso corpo reage lançando de dentro para fora tudo aquilo que não presta. A célula viva reage e expulsa a morta.
A Palavra da qual o Senhor Jesus foi gerado ( dando-lhe imunidade sobre a corrupição da carne) está hoje a nossa disposição como consequência do sacrifício da cruz. Não podemos desprezala.
Física ou Espiritualmente, é assim que deve ser.



Deus abençoe.

domingo, 2 de novembro de 2008

Somos filhos?

“... E, entrando em casa, Jesus se lhe antecipou, dizendo: Que te parece Simão? De quem cobram os reis da terra os tributos ou impostos? Dos seus filhos ou dos alheios? Disse-lhe Pedro: Dos alheios. Disse-lhe Jesus: Logo, estão livres os filhos.”
Mat. 17:25, 26

Qual é a nossa condição nesta terra? Entendemos a revelação que foi dada ao Salmista? “Sou peregrino na terra; não escondas de mim os teus mandamentos.” (Sl. 119:19) Estamos ouvindo e dando crédito a advertência do Apóstolo Pedro? quando ele diz: “Amados, peço-vos, como a peregrinos e forasteiros, que vos abstenhais das concupiscências carnais, que combatem contra a alma,...” (1Pe. 2:11)
Temos assumido nossa condição de filhos legítimos de Deus, confirmados na Escritura Sagrada? Que diz: “Vede quão grande caridade nos tem concedido o Pai: que fôssemos chamados filhos de Deus...” (1 Jo. 3:1a)
A quem realmente temos servido? Falamos não no sentido superficial das leis dos homens, - imposta s para organização de uma sociedade – mas, no sentido de servidão incondicional, de total confiança e dependência ao Deus todo poderoso.
O Senhor Jesus declarou aos fariseus: “Vós sois de baixo, eu sou de cima; vós sois deste mundo, eu não sou deste mundo.” (Jo. 8:23) Os fariseus representam aqueles que não crêem em Cristo como filho de Deus e nem em suas promessas. Até se dizem filhos de Deus. Muitos estão certos de que por sua religiosidade - por seu coração piedoso, por serem membros de Igrejas Evangélicas, por obedecerem a seus Pastores, por serem dízimistas e ofertantes, por passarem o dia inteiro dentro de suas Igrejas, por estarem sempre em consagração, por estarem sempre em vigílias nos montes - estão prestando um verdadeiro serviço a Deus. Porém, negam a Cristo quando aceitam e se conformam com as coisas deste mundo: ”E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” (Rom.12:2)
O Apóstolo Paulo ensina a examinar-mos a nós mesmos, antes de termos parte com Cristo: “Examine-se, pois o homem a si mesmo, e assim coma deste pão, e beba deste cálice.” (1 Cor. 11:28) É impossível, nos declarar Nele, e Ele em nós, se apresentamos ao mundo uma vida cheia de medos, dúvidas, ansiedades, enfermidades, inconstância de humor, prostituições, gulas, e todo tipo de carnalidade.
Sob qual jugo temos caminhado? O do Mundo: “Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis, porque que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas?” (2 Cor. 6:14), ou o jugo de Cristo: “Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para vossa alma.” (Mat.11:29)
Este mundo cobra caro àqueles que vivem dele e para ele. As palavras: imposto e tributo, expõe a personalidade do seu governante: “... nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que não lhes resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus.” (2Cor. 4:4)
Imposto e tributo: Que se impôs à força, encargo, ônus, obrigação, dano, sacrifício, perda sofrida em razão de alguma coisa ou para alguma coisa. O Senhor Jesus perguntou a Pedro: Para quem é esse tipo de jugo? De quem se faz tais exigências? Quem é cobrado deste modo? Certamente que o jugo deste mundo não é para os filhos de Deus. Mas, e nós? Somos filhos? Agimos como tal; para requerermos esta condição? “O filho honrará o pai, e o servo, ao seu senhor, e, se eu sou Pai, onde está a minha honra? E, se eu sou Senhor, onde está o meu temor?...” (Mal.1:6)
O Senhor Jesus faz no final do versículo 26 de Mat. 17, uma afirmação maravilhosa: “Logo, estão livres os filhos.”
O jugo pesado do diabo, não é para os filhos. O imposto e o tributo, não são para os filhos.
O Salmista declara: “Pereceria sem dúvida, se não cresse que veria os bens do Senhor na terra dos viventes.” (Sl. 27:13) Os bens do Senhor, ou seja, Sua herança são para os filhos gozarem dela; também em vida terrena. Ao partir desta terra, ao homem está reservado outro tipo de herança; conforme o julgamento de Deus: “E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo, depois disso, o juízo.” (Heb. 9:27)
Assumamos nossa posição em Cristo. O que tinha que ser cobrado de nós – pelo governante deste mundo – já foi pago pelo Senhor Jesus: “Fostes comprados por bom preço; não vos façais servos dos homens.” (1 Cor. 7:23) Portanto, só há um Senhor a quem devamos servir: ”... para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai.” (Fil.2:10, 11)
Aprendemos, então, que estamos na condição de filhos. Legitimamente está registrado na Escritura Sagrada. Lei humana alguma pode revogar nosso direito de herdeiros, em Cristo Jesus: “... a quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo.” (Heb. 1:2)


Amém!

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Fazei tudo quanto Ele vos disser.

“... Fazei tudo quanto ele vos disser.”
Jo. 2:5b

O aconselhamento de Maria – a mãe de Jesus – foi para que aqueles homens simplesmente fizessem o que Jesus lhes mandasse fazer; e pronto.
O texto do qual o versículo acima foi tirado, relata uma festa de casamento, na qual, os empregados do anfitrião ficaram perturbados com a situação embaraçosa que tinha diante de si. Ali haviam muitos convidados, e, não seria de bom tom para seu senhor se a festa tivesse que terminar antes da hora, pela falta do vinho. Certamente que eles temiam anunciar ao seu senhor que haviam falhado quanto à provisão de bebida para a festa.
Maria demonstra com sua intervenção, o lado atento, sensível e providencial que há – especialmente - nas mulheres. Ela percebe quando os empregados demonstram – talvez pelo semblante preocupado – sua apreensão por ter o vinho da festa acabado. No entanto, Maria não se deixa perturbar. Ao seu lado, está seu filho Jesus. Ela o conhece – e a seus feitos – desde quando ainda menino começou a demonstrar sua verdadeira condição de Filho de Deus. Como mãe zelosa, sabia do que seu filho era capaz, e por isso, tranqüiliza aqueles homens dizendo: “Fazei tudo o que ele vos disser.”
Este é – como toda Escritura Sagrada – um ensinamento maravilhoso. Jesus disse àqueles homens o que deveriam fazer. Ele lhes ensinou o caminho para resolverem o problema. Os homens obedeceram, e o resultado foi superior ao esperado por eles. Por quê? Porque não apenas a festa continuou tendo fartura de vinho, como também seu senhor foi honrado como alguém que fez além do que seria costume ser feito. “E, logo que o mestre- sala provou a água feita vinho (não sabendo de onde viera, se bem que o sabiam os empregados que tinham tirado a água), chamou o mestre-sala o esposo. E disse-lhe: Todo homem põe primeiro o vinho bom e, quando já têm bebido bem, então, o inferior, mas tu guardaste até agora o bom vinho.” (Jo. 2:9, 10)
Aprendemos então, que é simples e certo para nós conseguirmos provisão Divina sobre todas as nossas necessidades. Aprendemos que devemos obedecer a tudo quanto nos for mandado fazer pelo Senhor Jesus. Ele mesmo, O Senhor, diz: “Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também.” (Jo. 13:15)
Para seguir os exemplos do Senhor Jesus, precisamos ordenar nossa vida de comunhão com Ele. Em primeiro lugar, precisamos ser um com Ele. ”... para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste.” (Jo. 17:21)
Se agirmos assim, estaremos demonstrando nosso verdadeiro amor por Ele. Quando ouvimos, aprendemos, guardamos e praticamos sua palavra; o amamos. “Mas qualquer que guarda a sua palavra, o amor de Deus está nele verdadeiramente aperfeiçoado; nisto conhecemos que estamos nele.” (1 Jo. 2:5)
Não basta apenas dizer que cremos e amamos ao Senhor Jesus. O Apóstolo João nos fala a esse respeito: “Aquele que diz: Eu conheço-o e não guarda os seus mandamentos é mentiroso, e nele não está a verdade.” (1Jo. 2:4). O próprio Senhor Jesus também declara: “E por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que eu digo?” (Luc. 6:46)
Existe um diferencial na vida daquele que proclama seu amor por Jesus. “Aquele que diz que está nele também deve andar como ele andou.” (1 Jo. 2:6)
Naquela festa, os empregados ouviram o conselho de Maria. Porém, foram as palavras de Jesus que tornaram a água em vinho. Aqueles homens aprenderam e agiram sobre essa palavra. Sobre isso, fala Paulo aos Filipenses: “O que também aprendeste, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso fazei; o Deus de paz será convosco.” (Fil.4:9)
Como homem de Deus, Paulo chamava para si o direito – e praticava – às promessas contidas nos ensinamentos do mestre Jesus. “Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço e as fará maiores do que estas, porque eu vou para meu Pai.” (Jo. 14:12)
Todos nós podemos – porque nos foi dada por Jesus essa autoridade – tudo, no que nos fortalece. “Posso todas as coisas naquele que me fortalece.” (Fil.4:13)
E se nos fortalecemos; é Nele: “No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder.” (Ef. 6:10) E essa força e esse poder, estão na palavra escrita, falada e revelada. A saber: o Evangelho. “Porque não me envergonho do Evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que Crê...” (Rom.1:16a)

Amém!

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Vencendo no deserto

“... mas deixaram-se levar da cobiça, no deserto, e tentaram a Deus na solidão. E ele satisfez-lhes o desejo, mas fez definhar a sua alma.” (Sl 106: 14,15)

Longe dos cuidados do Senhor nosso Deus ficamos vulneráveis quando passamos pelos desertos desta vida. Sem a assistência maravilhosa do Espírito Santo, agimos como Agar (Gen.21:19), que na sua angústia e desespero só enxergava a morte; quando a solução para a salvação de sua vida, e de seu filho estava diante de seus olhos.
Algumas vezes, quando as dificuldades são muitas, nossos olhos tendem a ser fechados pelas escamas do desespero. Movidos pelo desespero, somos induzidos a tomar o caminho que achamos mais rápido e mais conveniente aos nossos interesses. Isso nos leva a permitir a entrada do diabo em nosso raciocínio – apresentando decisões imediatistas – dando a ele autoridade sobre nosso emocional, nosso discernimento e finalmente sobre nossas ações.
Na ânsia de sairmos desta ou daquela situação desfavorável, ficamos fragilizados e tentados a resolver, nós mesmo os problemas. O tempo de Deus passa a ser demais para nós. Achamos que não conseguiremos suportar por muito mais tempo e começamos a nos sentir injustiçados, abandonados. Isso nos leva a tomar decisões impensadas e precipitadas.
Nosso adversário real – o diabo – vive de oportunidades. Tendo sido despossuído de tudo o que tinha, - pelo sacrifício da cruz – faz uso do que temos para usar contra nós mesmos. Vive ao nosso derredor, bramando como um leão, procurando uma oportunidade para agir. Sonda nossas atitudes, ouve nossas murmurações, se fortalece com nossas fraquezas e ataca.
O salmista Asafe declara (Sl. 73:2, 3) que quase foi vencido pelo espírito da inveja, – que leva a cobiça- porém foi salvo por ter entrado no santuário de Deus.
No desespero de que é tomado quando se encontra no deserto, o homem tem diante de si duas possibilidades: entregar-se e ser vencido pela natureza de um território totalmente hostil, ou aprofundar-se no conhecimento do caminho a ser percorrido, – tirando desse território todos os recursos necessários para sua resistência e sobrevivência - aprendendo a interagir com o meio ambiente e fortalecendo-se ao tirar proveito de todos os aspectos surgidos diante da situação enfrentada.
Nosso criador nos permite tomar decisões. Embora sendo Senhor, exerce sobre nós sua vontade soberana – inquestionável – e sua vontade permissiva – livre arbítrio -.
Tudo tem seu preço. A desobediência do primeiro casal lhes custou - e a nós - o dano da primeira morte. Levar consigo seu sobrinho Ló, custou a Abrão dissabores tremendos. A ociosidade do grande rei Davi lhe custou adultério e homicídio. Quando fazemos nossa vontade é porque não queremos nos submeter ao tempo de Deus. Agimos assim e por isso pagamos o preço.
Muitos de nós conseguem tudo ou quase tudo o que desejaram. Acumulamos o que chamamos de conquistas. Regozijamos-nos com nossa prosperidade e não nos cansamos de nos declarar como vencedores. Mas, a que custo? Deus até permitiu que nossos esforços e nossa vontade se realizassem. Mas, repito: a que preço?
O apóstolo Pedro registrou em sua primeira carta, no capítulo 1, versículo 9: “alcançando o fim da vossa fé, a salvação da alma.” Essa revelação maravilhosa deveria ser do conhecimento obrigatório de todo cristão. Qual o motivo da nossa fé; senão “agradar a Deus”?(Heb. 11:6) O que pensa o homem que agradaria mais a Deus do que o retorna da sua alma ao redil do sumo pastor e criador? A mansão no bairro mais nobre? Casa na praia, no campo? Automóveis luxuosos? Ser assistencialista? Dízimista e ofertante? O doutorado? A resposta está - como sempre - na própria palavra de Deus: “Ele te declarou, ó homem, o que é bom; e que é o que o Senhor pede de ti, senão que pratiques a justiça, e ames a beneficência, e andes humildemente com teu Deus?”
Como nos foi revelado pelo Espírito Santo, se ainda temos o temor de Deus em nosso coração, a resposta só pode ser uma: andar com Deus. No deserto, enquanto o povo obedecia a Deus – através do que hes era revelado por Moisés – nada lhes faltava. João Batista andava com Deus; o deserto para ele era como um lar. Para o Senhor Jesus, o deserto era lugar de intima comunhão com O Pai; para fortalecer-se espiritualmente. Só o caminhante do deserto conhece o valor do Oasis. O nativo consegue tirar do deserto tudo que precisa para viver.
O deserto – aridez, hostilidades, sacrifícios, experiências tremendas – também é obra do Criador de todas as coisas. Isso nos conforta, porque entendemos que seus olhos estão também sobre esse terreno que exige tanto do homem. No deserto existem recursos inesgotáveis – conhecidos e ainda por se descobrir -. Pode haver morte ou riquezas no deserto. Uma vez no deserto, não se recua; avança-se. Cada passo dado adiante diminui a distância entre a morte e a vida – quando se caminha na direção certa -.
Uma vez no deserto, temos três opções: se olharmos ao nosso redor, imaginamos o que nos espera depois de tomarmos a decisão de retroceder ou avançar. Se olharmos para baixo, veremos um solo árido e ávido a nos consumir se formos dominados pela inércia. Porém, se olharmos para o alto, se pudermos ter olhos de ver, – pela fé - se tivermos ouvidos de ouvir, - ainda pela fé – saberemos então que não estamos sós. Então – Glória a Deus – se não estamos sós, se O Senhor é conosco, nós podemos passar pelo deserto. Podemos atravessá-lo, saindo dele fortalecidos e enriquecidos.

Deus abençoe.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Jesus está passando.

“E, passando Jesus, viu um homem cego de nascença. E os seus discípulos lhe perguntaram dizendo: Rabi, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego? Jesus respondeu: Nem ele pecou nem seus pais; mas foi assim para que se manifestem nele as obras de Deus.”
João 9:1,2,3

O Senhor Jesus, durante seu ministério terreno nunca deixou passar despercebido aqueles que sofriam qualquer tipo de mal. Todos quantos estavam em seu caminho eram por Ele notados, e prontamente assistidos.
À proporção que a palavra vai sendo pregada, e na medida em que o Evangelho vai sendo semeado pelos quatro cantos do mundo, o Senhor Jesus na pessoa do seu Santo Espírito vai alcançando todos os que sofrem.
A humanidade, apesar de tantos séculos passados, continua com a mesma ignorância e dúvidas que são demonstradas pelos discípulos de Jesus; no texto acima.
Com sua limitada visão terrena, o homem continua enxergando apenas o que lhe é aparente. Por isso, faz continuamente acepção entre homem e homem; julgando a sorte de seu próximo pelo aspecto físico, mental, social, religioso, familiar e outros conceitos humanos, onde procuram justificativas para continuar vivendo como querem, e não como sempre desejou o Senhor Deus a nosso respeito.
Todos que seguem algum tipo de religião agem dessa maneira. O coração do homem está impreguinado de dúvidas e medos. Por isso, o homem procura em doutrina de homens as respostas que nunca terá.
Fazendo perguntas que expressam todo seu desespero e impotência – como viajante solitário que insiste em continuar sua jornada em noite sem lua nem estrelas – o homem segue caminhando; não porque deseja chegar ao seu destino, mas, porque não consegue parar, descansar e esperar pelo dia que com certeza virá.
Através da sua palavra infalível, o Cristo vivo encerra toda dúvida humana. Não pode ser revogado o decreto estabelecido pelo Rei dos Reis. Nada nem ninguém se sustem diante da autoridade daquele que pelo poder da sua palavra criou todas as coisas. -“E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele.” (Col.1:17)
Cristo estava ensinando seus discípulos, e, continua nos ensinando que o pecado, ou seja o plano do diabo para destruição do homem não subsistirá. Ele veio com a missão suprema de nos abençoar. – “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo” Ef.1:3
No Cristo crucificado e ressurreto está nossa garantia de vitória contra a cegueira, a paralisia, a demência, a miséria ou qualquer outra tentativa inútil de nos afastar do amor de Cristo.
Deus abençoe.

sábado, 16 de agosto de 2008

...minha graça te basta...

“...a minha graça te basta...” A nação de Israel foi declarada fundada em 1948. Um dia após esta proclamação, foi agredida violentamente pelo povo árabe. Até hoje foram mais três tentativas de subjugar o povo de Deus – 56 – 67 – 73 – todas elas milagrosamente repelidas. Porque milagrosamente? Porque são aproximadamente 7 milhões de Judeus contra 14 países árabes; totalizando mais de 100 milhões de habitantes. Se levarmos em conta os atos de terrorismo, sabotagem diplomática e outras artimanhas a que os Judeus são obrigados a suportar.


A milhares de anos atrás o povo cantava: Saul venceu seus milhares, mas Davi a seus dez milhares.Por terem rejeitado a pessoa do Senhor Jesus como único e verdadeiro filho do Deus vivo; o povo Judeu vive ainda sob a benção das promessas de Deus. O grande rei Davi como escolhido e declarado pelo Altíssimo segundo Seu coração; estava sobre a benção da promessa. Se a benção pela promessa garante vitórias, imagine viver sobre e sob a Graça de Deus. Como Paulo, também somos Bem – aventurados ao ouvir o Mestre nos falando: “... a minha graça te basta...”

terça-feira, 5 de agosto de 2008

O preço da salvação.

“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o se Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” Jo.3:16

Não foi apenas com o último suspiro e entregando Seu espírito ao Pai que o Senhor Jesus nos deu garantias para alcançar a vida eterna. Houve antes toda uma trajetória de renúncia, amor e sofrimento. A decepção com a traição. O ultraje da prisão. A injustiça do julgamento ilegal. A humilhação dos escárnios. A dor do suplicio sob o chicote romano. A zombaria na coroa de espinhos que lhe feria até o crânio. O peso da cruz sobre o corpo debilitado por uma noite insone e torturadora. O dobrar dos joelhos seguindo-se as quedas no caminho do Gólgota. A dor dilacerante dos cravos perfurando pele, músculos e ossos. A agonia ao tentar respirar com os pulmões esmagados sob o peso do corpo dependurado no madeiro. A tristeza profunda e o pesar por aqueles que Ele podia do alto contemplar e pelos quais rogou ao Pai por misericórdia. Todo esse processo de dar-se, permitiu que o Senhor Jesus cumprisse toda vontade do Pai. E como cordeiro mudo foi imolado e sacrificado para cobrir multidões de pecados.
Honremos a cruz de Cristo; vivendo como Ele nos ensinou: Pai, seja feita a Sua vontade, assim na terra como no céu.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

A chamada de Abrão.

O CHAMADO DE ABRÃO


“Ora, o Senhor disse a Abrão: Sai-te da tua terra, e da tua parentela, e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei,” (Gen.12:1).

Abrão foi o escolhido do Senhor para ser pai de uma nova geração. Era Semita, ou seja; fazia parte dos povos orientais, como Assírios, Fenícios e Árabes- entre outros- conhecidos como Hebreus.
Encontrava-se em Harã, onde chegara acompanhando seu pai Tera, quando recebeu o chamado de Deus para ir a um lugar que lhe seria mostrado no caminho. Ouve a voz do Senhor e a aceita; colocando-a em prática ao obedecer sem questionar.

Abandonar o lugar onde se está vivendo a algum tempo, quando já se tem tudo organizado, esquematizado. Onde a vida se acomoda e segue seu curso normal, dia após dia. Deixar para traz a parentela e o grupo social de convívio; tudo isso equivalia naquela época, não só ao desconforto do recomeço, como também, perder algo do apoio que as famílias vivendo juntas garantiam umas as outras.
Deixar pai, mãe, irmãos, tios, primos, etc. significava também a perda do elo emocional que garantia a unidade estrutural das tribos; tão essencial a segurança, como a própria sobrevivência e continuidade do clero.
Abrão sequer sabia para onde iria. Simplesmente obedeceu a ordem dada pelo Senhor que ele conhecia como o Deus todo poderoso.
Seguindo o exemplo de Abrão, aprendemos que obedecer a Deus é fazer a Sua vontade, não questionar. É separar-se do mundo e de todas as coisas que de uma maneira ou de outra nos impeçam de atendê-Lo prontamente. Obedecemos a Deus quando reconhecemos como Sua a voz que fala ao nosso coração. Nesse momento, não cabe dúvida quanto a origem da voz que ouvimos- se de homem ou se de Deus-. Porquanto o Espírito Santo nos alerta: “...porque surgirão falsos cristos e falsos profetas e farão tão grandes sinais e prodígios, que, se possível fora, enganariam até os escolhidos.” (Mat.24:24).

Aos 75 anos Abrão ouve do Senhor a respeito da geração que lhe seria dada através da sua própria semente. A promessa dizia respeito ao herdeiro que viria através da relação carnal de Abrão com sua esposa Sarai.
Passados dez anos, Abrão continua esperando no Senhor; embora começasse a sentir mudanças naturais - ao tempo- em seu corpo.
Muitas vezes, nós, com o passar dos anos nos esquecemos ou começamos a duvidar das promessas do Senhor a nosso respeito. Começamos a olhar com os olhos da carne e a raciocinar com nosso entendimento humano. Esquecemo-nos das palavras do Senhor, quando Ele diz: “... assim será a palavra que sair da minha boca; ela não voltará para mim vazia; antes, fará o que me apraz e prosperará naquilo para que a enviei.” (Iz.55:11).

Sarai então resolve ajudar a Deus. Com sua incredulidade fortalecida pelo amortecimento da carne; gerado pelo tempo, incita Abrão a se relacionar com a serva Agar; para segundo seu entendimento, garantir a existência do herdeiro mencionado e prometido por Deus.
Ismael – o filho gerado por esse relacionamento – não é o filho da promessa. Torna-se, isso sim, fruto da desobediência; causa primária de todos os males desse mundo.
No entanto, nosso Deus é misericordioso e sempre pronto a nos dar novas oportunidades. Passados 13 anos após o nascimento de Ismael, Abrão agora com 99anos é novamente abençoado com a renovação da promessa a respeito daquele que seria seu legítimo herdeiro; gerado no ventre de sua esposa Sarai. Deus muda o nome de Abrão – pai de altura – para Abraão – pai de uma multidão - : “E disse Deus: Na verdade, Sara, tua mulher, te dará um filho, e chamarás o seu nome Isaque: e com ele estabelecerei o meu concerto, por concerto perpétuo para a sua semente depois dele.” (Gen.17:19).



Abraão, foi o primeiro exemplo, mas Deus ao longo dos séculos tem honrado sua palavra para com os homens.
Isaque, Jacó, José, Moisés, os Profetas, os juízes, Reis, Rainhas, fazendeiros, lavradores, doutores, jovens, idosos, solteiros, casados, ricos ou pobres; o Senhor tem falado a cada um; a seu tempo. Tem feito e cumprido promessas; porque Ele é Deus.: “O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longãnimo para convosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se.” (2Pe.3:9).

Logo que; o segredo para que se cumpram as promessas do Senhor em nossas vidas, está em obedecer a palavra de Deus. Nela está a vitória. O como, quando e por onde ir. Nela está o nome Santo do único mediador entre Deus e os homens: Jesus Cristo: “Porque há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem.” (1Tim.2:5).
Na palavra de Deus está a advertência de que nossa luta não é contra aquele que nos persegue, injúria, maltrata ou injustiça. Ele diz: “No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo; porque não temos que lutar contra carne e sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.” (Ef.6:10-12).








Amém.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

COMO VENCER AS LUTAS

COMO VENCER AS LUTAS
“Tenho-vos dito isso, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo; eu venci o mundo.” (João 16:33)


O Senhor Jesus; filho de Deus; com todo poder sobre céus, terra, mares; e até das profundezas do abismo; não nos deixa confundidos. Jesus é Santo. E como Santo que é; suas palavras são puras. Não veio para trazer ilusão aos homens, para engabelar com falsas promessas. Veio sim; para, como exemplo primeiro se dar como sacrifício vivo. Se fez homem como nós e como homem padeceu injúrias, decepções, perseguições, dores e até condenação de malfeitor; sendo levado a morte de cruz, que naquela época era morte de maldição, morte de malditos (“... e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte e morte de cruz.” - Fp.2:8), (“Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós, porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro. – Gal.3:13).
Mas, tudo suportou, porque como Ele mesmo declarou:, “Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas; não vim ab-rogar mas cumprir.” (Mat.5:17)
O Senhor Jesus com essas palavras nos ensina que: como Ele, nós também estamos sujeitos a passar por lutas e provações. Ele nos ensina que não devemos nos sentir abandonados por nosso Deus quando as coisas não andam da maneira como queremos ou planejamos. O Apóstolo Pedro na sua primeira carta de exortação a Igreja primitiva; falando a respeito do sofrimento por amor à Cristo, declara: “Amados, não estranheis a ardente prova que vem sobre vós, para vos tentar, como se coisa estranha vos acontecesse;..” (1Pe.4:12). Atentemos para a parte final das palavras do Apóstolo: como se coisa estranha vos acontecesse. A palavra estranha, quer dizer: surpresa, incomum, que não tem nenhuma relação com um assunto ou tema. Analisemos então porque o Apóstolo nos alerta que; as lutas pelas quais venhamos passar não devem ser recebidas por nós como se coisa estranha fosse.

1º - SURPRESA: Porque, nós haveríamos de nos surpreender com uma enfermidade que nos assola ou a um nosso ente-querido, se sabemos que nossa carne herdou do primeiro pecado a corrupção. Se sabemos que com o primeiro ato de desobediência a Deus, perdemos o direito a vida eterna; ainda nesta terra. O próprio Deus nos sentenciou; ainda no paraíso: “No suor do teu rosto, comerás o teu pão, até que tornes à terra; porque dela fostes tomado, porquanto és pó e em pó te tornarás.” (Gen.3:19).
Porque, nos haveríamos de surpreender se temos recebido desfeitas? Se somos perseguidos, injustiçados, caluniados; e com isso nos decepcionamos. O Senhor é claro quando diz: “Assim diz o Senhor: “Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do Senhor!” (Jer.17:5).

2º - INCOMUM: Porque nós haveríamos de achar incomum, quando nossos planos, projetos e sonhos não se concretizam?
A mãe, que cria seus filhos com amor e as vezes sacrifícios, mas, só colhe indiferença e rebeldia. A esposa dedicada, fiel; só colhe traição. O homem trabalhador, esforçado, honesto; mas por mais que lute, não consegue suprimir o mínimo das necessidades da sua família. O (a) jovem, que estuda, se prepara, se forma, empreende; mas nunca consegue colher os frutos do seu esforço. Meditemos: “Do homem são as preparações do coração, mas do Senhor, a resposta da boca.” (Prov.16:1).
Porque acharmos incomum as injustiças desse mundo? O corrupto que é rico, o adultero que conserva sua família, o que tem condições financeiras favoráveis está na universidade pública, a moça sem juízo consegue um bom casamento, uns tem dois, três ou mais carros na garagem e o outro nenhum, o semi-analfabeto está bem empregado, e aquele que se esforçou fazendo grandes sacrifícios para se formar está desempregado. A boa palavra do Senhor é nosso consolo: “Faze-me justiça, ó Deus, e pleiteia a minha causa contra a gente ímpia; livra-me do homem fraudulento e injusto.” (Sl.43:1).
3º - QUE NÃO TEM NENHUMA RELAÇÃO COM UM ASSUNTO OU TEMA: Porque lhe nasceu um filho(a) com deficiência física? Porque depois de muito se esforçar, o automóvel pelo qual ele tanto se empenhou, se transforma na arma que vai tirar sua vida ou deixá-lo incapacitado? Porque depois de tantos anos de trabalho , quando já pensava nas delícias de uma aposentadoria tranqüila, vem a morte e lhe ceifa esse direito? “E, passando Jesus, viu um homem cego de nascença. E os seus discípulos lhe perguntaram dizendo: Rabi, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego? Jesus respondeu: Nem ele pecou, nem seus pais; mas foi assim para que se manifestem nele as obras de Deus.” (João 9:1-3).
Estou na Igreja a tanto tempo. Tenho vindo a todos os cultos, sou ofertante, devolvo o dízimo, jejuo, subo ao monte para orar, faço consagração; e no entanto, é luta encima de luta, vento sobre vento, provação atrás de provação. Tem misericórdia Senhor; assim nós falamos em nossas murmurações disfarçadas. Sejamos então revigorados pela palavra do Senhor, na vida do Apóstolo Paulo: “Sei estar abatido e sei também ter abundância; em toda maneira e em todas as coisas, estou instruído, tanto a ter fartura como a ter fome, tanto a ter abundância como a padecer necessidade.” (Fil.4:12).

Nós nunca estaremos só. Como narrado pelo escritor de pegadas na areia, Deus sempre esteve, está e estará conosco. Algumas vezes nos cobrindo com a sombra do seu Espírito, outra vez, nos escondendo debaixo de suas asas. Ora nos tomando pela mão, ora nos carregando no colo. Enxugando nossas lágrimas, acalmando as tempestades e os ventos. Iluminando nosso caminho com sua palavra. Antecipando-se aos nossos pedidos. Manifestando seu poder sobrenatural; porque é o Deus do impossível. Cumprindo sua promessa quando diz: “Eu irei adiante de ti, e endireitarei os caminhos tortos; quebrarei as portas de bronze e despedaçarei os ferrolhos de ferro.” (Iz.45:2) , “... não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou o teu Deus; eu te esforço, e te ajudo, e te sustento com a destra da minha justiça.” (Iz.41:10), “Porque eu, o Senhor, teu Deus, te tomo pela tua mão direita e te digo: não temas, que eu te ajudo.” (Iz.41:13), “Apresentai a vossa demanda, diz o Senhor; trazei as vossas firmes razões, diz o Rei de Jacó.” (Iz.41:21), “... Não temas, porque eu te remi; chamei-te pelo teu nome; tu és meu.” (Iz.43:1-b), “Quando passares pelas águas, estarei contigo, e, quando pelos rios, eles não te submergirão; quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti.” (Iz.43:2), “Procura lembrar-me; entremos em juízo juntamente; apresenta as tuas razões, para que te possa justificar.” (Iz.43:26).
Muitos homens e mulheres de Deus tem crido nesta palavra. Vencem pelo poder da fé genuína. Não duvidam, não olham com os olhos da carne. Vencem; não pela sua força física, sua inteligência ou posição social. Colocam diante de si, o Deus vivo; na pessoa da sua palavra e do nome poderoso do Senhor Jesus Cristo. Vencem, porque aprenderam a descansar no Senhor: “Descansa no Senhor e espera nele: não te indignes por causa daquele que prospera em seu caminho, por causa do homem que executa astutos intentos.” (Sl.37:7). Vencem porque aprenderam a olhar somente para aquele que venceu todas as coisas, e a segui-lo: “Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também.” (João 13:15).



Amém!